sexta-feira, 13 de setembro de 2013

quase um mês


Itabira, 13 de setembro de 2013

Pois é, Bonito,


Andam tensos esses dias por aqui. Há uma semana eu ensaio te escrever e não tomo coragem. Mas também, pudera... a cada foto sua aí, que vejo daqui, me dá um frio na barriga, um nó na garganta e uma vontade imensa de chorar... É uma mistura de saudade e medo. A saudade eu já imaginava imensa, mas o medo é inaceitável!

Eu fico me perguntando: Medo de quê?

Medo de te perder... medo de você não me encontrar na volta. Ou de me encontrar e não me querer mais. E medo de você encontrar outra pessoas mais bonita e interessante do que eu. Medo de não fazer a menor falta na sua vida e de você não estar sentindo a mínima saudade de mim.

EU odeio sentir medo. Porque não sou assim. Sou corajosa! Enfrentei coisas piores nessa vida... mas você é uma coisa louca... louca e inexplicável. Eu não entendo esse sentimento que tenho por você. Esse amor abnegado e repentino. Essa sensação de "pois é, Tati. Era ele. O cara certo. Era ele sim e ele foi... e pode não voltar".

Eu olho as suas fotos e te acho ainda mais lindo. Eu deito pra dormir e repasso nossas conversar. Eu entro pra tomar banho e lembro dos banhos que tomei com você. Falando assim fica parecendo que sou aquelas psicóticas de filme de suspense... aquelas que começam a perseguir o alvo de sua ternura. Não é tão exagerado assim. Você me vem à cabeça nos momentos em que, se estivesse aqui, seriam os nosso momentos.

E é quase triste. Porque eu realmente quero que você esteja aí. Crescendo, amadurecendo e conquistando sua independência. Mas quero dividir minha vida com você, sabe? Falar mal de uma colega de trabalho que me encheu o saco, comemorar os elogios do chefe, saber como andam suas infernais provas de estatística, ver você sorrindo no portão me esperando parar o carro.

Tem tanta coisa que ainda não vivi com você. Não te vi toca gaita, não conheci seu irmão gêmeo. Não bebemos uma medieval juntos e não usamos todas as camisinhas que você comprou.

Ficou incompleto, sabe? E eu me agarro a isso para criar uma fagulha de esperança de que na sua volta, vamos ter uma chance. Só porque é justo a gente tentar mais uma vez... vai que dá certo?

A saudade não diminui. E seu silêncio não me ajuda... e e cinco dias acaba o primeiro mês...

Beijão!