Eu fiz um blog. É porque o que mais tenho feito com a saudade é transformar em palavras! E desde o dia 18 de agosto eu me questiono se deveria demonstrar ou não o tamanho da saudade que eu sinto desse cara... eu pensei em escrever um diário, mas eu nunca consegui manter diários! Então porque não cartas? E porque não num blog? Que assim seja... cartas virtuais para um cara que entrou na minha vida no susto e ficou inexplicavelmente marcado.
Itabira, 28 de agosto de 2013
Bonito,
Hoje fazem 10 dias que você embarcou para uma nova fase de descobertas, conquistas e batalhas. Parece uma eternidade. E eu me pergunto que sentimento louco é esse que me faz sentir tanto a sua falta... não há explicações lógicas, mas eu preciso delas pra justificar o nó na garganta e os olhos cheios d'água a cada foto sua aí que eu vejo daqui!
Já retrocedi até o dia em que a gente se conheceu e vim caminhando por todos os nosso encontros até o dia em que te beijei pela última vez, numa tarde de quinta-feira, numa rodoviária do interior de Minas, com os olhos marejados. Nesse dia, quando entrei no carro, chorei copiosamente! Uma insanidade só! Eu lutava com as lágrimas porque não era possível sofrer essa ausência de uma pessoa que até um mês antes eu nem sabia da existência! Parecia uma doida... coisa que nunca fui!
Falando sério, naquela quinta-feira de maio eu sai de casa a contragosto, me achando a pessoa mais feia do mundo... mas fui! E no meio de noite, aquele moleque de olhar profundamente inquisidor me intrigou e encabulou ao mesmo tempo. Combinação fatal. Desde aquele dia eu já desconfiava que as despedidas com você sempre seriam difíceis.
Você pediu pra eu ir com você, eu disse não. Mas o instinto só gritava sim! Você me pediu meu telefone... "te ligo segunda e aí sim você dorme comigo!". Meu instinto dizia "ele não vai nem lembrar de você amanhã", mas eu passei o número. E quando sua primeira mensagem chegou no domingo à noite, eu tive certeza que as despedidas seriam mesmo complicadas.
E teriam que ser mesmo. O beijo encaixava, o sexo foi absurdamente natural e delicioso, com você eu não tinha vergonha de mim, as escovas de dentes eram iguais. Essas coisas acontecem mesmo na vida real? A gente até adoeceu na mesma época! Coincidências demais!
Você talvez tenha sido o cara com quem eu agi mais naturalmente até hoje. E a gente fez tudo que um casal que está se conhecendo faz: foi ao cinema, saiu para comer, tomou banho junto, testou camisinhas (a geladinha ainda é imbatível!), assistiu a jogo da seleção, compartilhou histórias, passou mal de rir, desejou que isso tudo fosse em outro momento...
Mas tinha que ser como foi! Desse jeitinho! E você foi pra Ohio deixando em mim um sentimento lindo de querer bem, de querer por perto, de querer dividir a vida.
Tenho pra mim que a gente viveu isso pra poder se encontrar depois... mais vivido, mais bem resolvi e mais maduro. Pra ser mais um para o outro.
Eu, mais do que ninguém, sei que em um ano e meio a gente muda de incontáveis formas... e muda-se de ideia, de certezas, de vontades. Em um ano e meio, pessoas saem do nosso caminho e pessoas nos alcançam na caminhada.
Se você me perguntar "então você vai passar esse tempo me esperando voltar pra ver o que rola?" Eu vou te responder "não!". Sua distância não tem me impedido em nada... nem de conhecer outras pessoas, nem de beijar na boca e nem de ter novos envolvimentos. Mas ela também não me impede de imaginar o futuro. E quem vai me culpar? Você é um cara incrível, "te ter e ter que esquecer é dor incrível..."
Espero que tudo por aí esteja sendo muito além do que você esperava! Que tudo seja inacreditável! Que você se acabe de tanto curtir! E que arrume um sofá confortável pra mim porque realmente quero te visitar!
Mas eu espero, sobretudo, que você volte!
Beijão!
