sexta-feira, 22 de novembro de 2013

se eu escrevesse tudo o que penso...


Itabira, 22 de novembro de 2013

É Tri, Bonito!!! A gente é Tri!! A gente não, nosso time... ahhhh enfim! É uma alegria gigantesca isso! Eu estou enxergando tudo em azul celeste e isso é incrível! 

E eu só penso em como você comemorou daí, contidamente, como de seu costume! E eu aqui, surtada! Correndo rua afora com bandeira amarrada no pescoço. Com faixa de campeã no dia seguinte, rodando todos os setores da Fundação! rsrsrs Uma enlouquecida.

Mas o que eu quero dizer mesmo é que eu ensaiei escrever pra você várias vezes esse mês. Tantas que até perdi a conta... mas sempre que sentava na frente do computador, a coragem se esvaia.

Acho que é porque meu mês foi meio capenga. Minha energia anda baixa e meu ânimo também. São dias difíceis no trabalha. Muito difíceis. E eu, inevitavelmente, penso em como seria se você estivesse por aqui.

Tenho vontade de dividir essas coisas rotineiras com você, sabe? Te contar das minhas decepções e frustrações e de como me sinto meio decepcionada às vezes.

Tem dias que minha vontade é só deitar no seu peito e ficar te ouvindo contar como andam as coisas na faculdades e as 500 matérias de estatística e cálculo você tem estudado ao mesmo tempo.

Quase todos os dias eu vou pro banho lembrando dos nossos banhos. E de como a gente não conseguia se largar nem pra lavar os cabelos ou se ensaboar. E do meus sustos sempre que via as marcas que te deixar nas costas... mesmo com unhas tão curtas.

A verdade é que minhas lembranças em relação a você são sempre melancólicas. EU sei. Minha opção não puxar papo toda hora. Mas não minha vontade. Incontáveis as vezes que peguei no celular pensando em te ligar. Ligações internacionais, correndo o risco de te acordar. Caras de mais pro meu bolso raso.

Sabe qual a minha maior vontade ultimamente? Troca de celular e me render ao whatsapp. Só pra ver se consigo conversar com você com mais frequencia. Loucura demais? Tomara que não! Eu só quero uma proximidade, mesmo que falseada em redes sociais. É que só se passaram 4 meses... e ainda falta mais de um ano. 

O que será de nós até lá? E será que seremos nós até lá? Ou só seremos nós depois de lá?

Você me parecia uma certeza antes de ir e agora é só dúvidas e perguntas sem respostas.

Enquanto isso, sigo clandestina num blog privado e uma polida conhecida que, vez ou outra, te curte no facebook.

Saudades que não passam!
E beijos prontos pra serem dados.

Tati!


domingo, 13 de outubro de 2013

da insegurança



Itabira, 13 de outubro de 2013

Há quanto tempo, hein Bonito!

Um mês inteiro se foi e não passei nem um dia sem pensar em você. Eu tento me controlar todos os dias, e até tenho conseguido. Escrevo menos sobre você, falo menos sobre você, procuro menos sobre o que você tem feito aí... mas não é fácil!

Depois das muitas decepções que tive, deveria estar mais madura e segura em relação a romances passageiros... mas você mexeu comigo num grau inesperado e profundo. E eu não consigo entender! É uma tortura!

Trabalho o desapego todos os dias. E estou indo até bem nesse quesito. Estou tentando ocupar cada espaço vazio do meu tempo pra ter menos tempo pensando em porque você não me procura ou porque nunca mandou um "oi" sequer...

Estou trabalhando muito e sentindo cada vez mais a pressão do meu cargo. O que por um lado é estressante e cansativo. A cobrança é grande, o trabalho é longo e o caminho tortuoso. Mas estou, aos poucos, vencendo os obstáculos. Por outro lado, sinto que meu chefe continua confiando em mim e curtindo meu desempenho. Acho que ele não se arrependeu de me escolher e isso é uma sensação incrível de que consegui provar minha competência.

Entrei para a academia e estou curtindo demais. Cansativo, mas bacana... fico tentando me convencer de que é pela minha saúde, mas a verdade é que minha motivação é você. É te reencontrar daqui a um ano e meio e estar mais bonita e atraente. Infantil isso, né?! Insegurança pode nos mover positivamente... assim espero.

Devo confessar que tenho dificuldades de escrever aqui. Ainda sinto muita saudade e culpa. Culpa porque não tenho o direito de sentir essa saudade toda. É como se isso fosse errado e sem sentido. Porque é claro que não é correspondido. E é um sofrimento dispensável! Sinto que te incomodo em demonstrar isso e não quero ser um incômodo... enfim. 

Me pergunto se você levou os livro que te dei... se gostou da carta e das dedicatórias... se pensa em mim ao menos com carinho... e algum dia terei coragem de te mostrar esse blog...

Continuo com saudade e ainda continuo te esperando em 2014.
"Eu te desejo toda paz, te desejo toda sorte... mas espero do fundo do peito que você volte! O que é que eu faço pra tirar você da minha cabeça?"

Beijos!
Tati

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

quase um mês


Itabira, 13 de setembro de 2013

Pois é, Bonito,


Andam tensos esses dias por aqui. Há uma semana eu ensaio te escrever e não tomo coragem. Mas também, pudera... a cada foto sua aí, que vejo daqui, me dá um frio na barriga, um nó na garganta e uma vontade imensa de chorar... É uma mistura de saudade e medo. A saudade eu já imaginava imensa, mas o medo é inaceitável!

Eu fico me perguntando: Medo de quê?

Medo de te perder... medo de você não me encontrar na volta. Ou de me encontrar e não me querer mais. E medo de você encontrar outra pessoas mais bonita e interessante do que eu. Medo de não fazer a menor falta na sua vida e de você não estar sentindo a mínima saudade de mim.

EU odeio sentir medo. Porque não sou assim. Sou corajosa! Enfrentei coisas piores nessa vida... mas você é uma coisa louca... louca e inexplicável. Eu não entendo esse sentimento que tenho por você. Esse amor abnegado e repentino. Essa sensação de "pois é, Tati. Era ele. O cara certo. Era ele sim e ele foi... e pode não voltar".

Eu olho as suas fotos e te acho ainda mais lindo. Eu deito pra dormir e repasso nossas conversar. Eu entro pra tomar banho e lembro dos banhos que tomei com você. Falando assim fica parecendo que sou aquelas psicóticas de filme de suspense... aquelas que começam a perseguir o alvo de sua ternura. Não é tão exagerado assim. Você me vem à cabeça nos momentos em que, se estivesse aqui, seriam os nosso momentos.

E é quase triste. Porque eu realmente quero que você esteja aí. Crescendo, amadurecendo e conquistando sua independência. Mas quero dividir minha vida com você, sabe? Falar mal de uma colega de trabalho que me encheu o saco, comemorar os elogios do chefe, saber como andam suas infernais provas de estatística, ver você sorrindo no portão me esperando parar o carro.

Tem tanta coisa que ainda não vivi com você. Não te vi toca gaita, não conheci seu irmão gêmeo. Não bebemos uma medieval juntos e não usamos todas as camisinhas que você comprou.

Ficou incompleto, sabe? E eu me agarro a isso para criar uma fagulha de esperança de que na sua volta, vamos ter uma chance. Só porque é justo a gente tentar mais uma vez... vai que dá certo?

A saudade não diminui. E seu silêncio não me ajuda... e e cinco dias acaba o primeiro mês...

Beijão!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Prazer, meu nome é saudade


Eu fiz um blog. É porque o que mais tenho feito com a saudade é transformar em palavras! E desde o dia 18 de agosto eu me questiono se deveria demonstrar ou não o tamanho da saudade que eu sinto desse cara... eu pensei em escrever um diário, mas eu nunca consegui manter diários! Então porque não cartas? E porque não num blog? Que assim seja... cartas virtuais para um cara que entrou na minha vida no susto e ficou inexplicavelmente marcado.


Itabira, 28 de agosto de 2013

Bonito,

Hoje fazem 10 dias que você embarcou para uma nova fase de descobertas, conquistas e batalhas. Parece uma eternidade. E eu me pergunto que sentimento louco é esse que me faz sentir tanto a sua falta... não há explicações lógicas, mas eu preciso delas pra justificar o nó na garganta e os olhos cheios d'água a cada foto sua aí que eu vejo daqui!

Já retrocedi até o dia em que a gente se conheceu e vim caminhando por todos os nosso encontros até o dia em que te beijei pela última vez, numa tarde de quinta-feira, numa rodoviária do interior de Minas, com os olhos marejados. Nesse dia, quando entrei no carro, chorei copiosamente! Uma insanidade só! Eu lutava com as lágrimas porque não era possível sofrer essa ausência de uma pessoa que até um mês antes eu nem sabia da existência! Parecia uma doida... coisa que nunca fui! 

Falando sério, naquela quinta-feira de maio eu sai de casa a contragosto, me achando a pessoa mais feia do mundo... mas fui! E no meio de noite, aquele moleque de olhar profundamente inquisidor me intrigou e encabulou ao mesmo tempo. Combinação fatal. Desde aquele dia eu já desconfiava que as despedidas com você sempre seriam difíceis.

Você pediu pra eu ir com você, eu disse não. Mas o instinto só gritava sim! Você me pediu meu telefone... "te ligo segunda e aí sim você dorme comigo!". Meu instinto dizia "ele não vai nem lembrar de você amanhã", mas eu passei o número. E quando sua primeira mensagem chegou no domingo à noite, eu tive certeza que as despedidas seriam mesmo complicadas.

E teriam que ser mesmo. O beijo encaixava, o sexo foi absurdamente natural e delicioso, com você eu não tinha vergonha de mim, as escovas de dentes eram iguais. Essas coisas acontecem mesmo na vida real? A gente até adoeceu na mesma época! Coincidências demais!

Você talvez tenha sido o cara com quem eu agi mais naturalmente até hoje. E a gente fez tudo que um casal que está se conhecendo faz: foi ao cinema, saiu para comer, tomou banho junto, testou camisinhas (a geladinha ainda é imbatível!), assistiu a jogo da seleção, compartilhou histórias, passou mal de rir, desejou que isso tudo fosse em outro momento...

Mas tinha que ser como foi! Desse jeitinho! E você foi pra Ohio deixando em mim um sentimento lindo de querer bem, de querer por perto, de querer dividir a vida.

Tenho pra mim que a gente viveu isso pra poder se encontrar depois... mais vivido, mais bem resolvi e mais maduro. Pra ser mais um para o outro.

Eu, mais do que ninguém, sei que em um ano e meio a gente muda de incontáveis formas... e muda-se de ideia, de certezas, de vontades. Em um ano e meio, pessoas saem do nosso caminho e pessoas nos alcançam na caminhada.

Se você me perguntar "então você vai passar esse tempo me esperando voltar pra ver o que rola?" Eu vou te responder "não!". Sua distância não tem me impedido em nada... nem de conhecer outras pessoas, nem de beijar na boca e nem de ter novos envolvimentos. Mas ela também não me impede de imaginar o futuro. E quem vai me culpar? Você é um cara incrível, "te ter e ter que esquecer é dor incrível..."

Espero que tudo por aí esteja sendo muito além do que você esperava! Que tudo seja inacreditável! Que você se acabe de tanto curtir! E que arrume um sofá confortável pra mim porque realmente quero te visitar!

Mas eu espero, sobretudo, que você volte!

Beijão!